quarta-feira, agosto 01, 2007

Tarde...


A tarde pesa tanto de azul que tropeça.
Eu mergulho meus olhos no rio,
xícara de chá,
despeço a pele,
folhas soltas,
e me divorcio de mim,
naufrágio presumido.

Bebo da luz embaçada que se estende sobre a cidade e
tento esmaecer as cores,
olhos embotados de mundo,
parar assim de dizer teu nome,
no silêncio de onde desertaram todas as palavras.

Eu à margem...

Um comentário:

Ariadne A... disse...

À margem de mim,sei o que sou.
À margem de ti,sabia que o que não era...