
A tarde pesa tanto de azul que tropeça.
Eu mergulho meus olhos no rio,
xícara de chá,
despeço a pele,
folhas soltas,
e me divorcio de mim,
naufrágio presumido.
Bebo da luz embaçada que se estende sobre a cidade e
tento esmaecer as cores,
olhos embotados de mundo,
parar assim de dizer teu nome,
no silêncio de onde desertaram todas as palavras.
Eu à margem...
Um comentário:
À margem de mim,sei o que sou.
À margem de ti,sabia que o que não era...
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