quarta-feira, agosto 01, 2007

Covardia


Que a covardia não me amarre os braços,
não me trave a língua,
não me faça engolir os beijos que estão pousados em meus lábios.

Que a covardia não me vende os olhos,
não espalhe monstros,
não me sussurre medos.

Que a covardia não me descubra pequena e frágil numa caixa de segredos.

Que a covardia não me pregue peças,
não me tire o nome,
não me mate de fome à beira da mesa posta.

Que a covardia não encrave as frases na garganta.
Que eu seja forte e alta,
que eu descubra asas
e que ouse usá-las.

Que eu esqueça os fundos,
os absurdos, os desmundos
e faça de mim mesma a flor na água,
a prece clara,
o céu limpo.

Que eu seja capaz de querer o infinito.

Um comentário:

Ariadne A... disse...

Ser covarde = R$2.500,00
E encontrar o infinito = NÃO TEM PREÇO!!!